26.5.17

Barraca Arnada


Tinha saído sem cueca, ela sabia. Já saia a algum tempo, apesar dos inconvenientes e cuidado dobrado com aquela “última gota” da mijada, não deixar o cú sujo, claro, etc. Acontece que o tempo ficou muito seco e muito quente e eu tinha que trabalhar de calça, stress do cotidiano, moral da história: queimação nas‘junta interna da coxa. Solução: tirar a cueca já ajudava no role. Claro que ela não sabia de tudo isso, mas sabia me deixar com tesão, era só ela roçar a língua em mim, encostar em mim com aquela risada safada, de quem sabe torturar; apesar de estar sendo humilhado, pois havia pessoas em volta, eu gostava. Humilhado, e de pau duro no metrô, respirando fundo para arejar os vasos sanguíneos e encolhendo a barriga, tudo para diminuir a dilatação do foguete. Aconteceu várias vezes, lendo Pequenos Pássaros e outras histórias eróticas, da Anais Nin.