28.3.18

Sentimentações


Poesia de segunda

Sinto-me eu mesma numa poesia. 
Num cheiro, numa luz, música, sensações, conexões.
Ali eu moro e ali eu me alimento.
A poesia é a minha droga. 
Quanto mais eu tenho, mais eu quero.
Fissura e abstinência. Êxtase, satisfação, desgaste, vazio, recuperação, superação, indiferença e depressão. Pra depois abrir uma nova brecha de luz e começar ciclicamente tudo de novo.

Ventos que sopram em anéis de areia.


...

Tempo e movimento

poesia, para mim, é uma sinapse gostosa, que dura um átimo de segundo, mas contêm em si uma - pequena - eternidade

...

escrevo como forma de guardar pequenos prazeres

e necessidade sôfrega

com Ayumi Numata

e olhe lá


que otáris
tá fazendo um vídeo ao vivis
ninguém quer ver

só se for de miusika

Concordamos em discordar


o consenso depende única e exclusivamente da equivalência de repertório entre as partes envolvidas

para Heraldo Ferreira Borges

26.3.18

Horse Power


"ah, mas é muita areia pro meu caminhãozenho..."

Se vira, faz dez viagem!

22.3.18

Poemas de fim de noite


segue o jogo
tudo caminha normal em alto mar

no fundo
lento

foda-se a superfície
mas não "foda-se"

a superfície é foda
tempestuosa

terrível deve ser
uma superfície calma
e o fundo, só no metal metal

parece montanha
mas é vulcão

lava
combustão

para Juliana Okuda e Metá Metá