4.10.12

Presença


Não se compra vende 
aluga outra, 
algo que se compartilha como processo.

Poesinhas


Tentando condensar em doses homeopáticas
(ou sintetizar em drogas alopáticas)
o que para mim são experiências
de vida carregadas,
aventuras saturantes,
vidas e mortes na jornada.

Minimalismos entrópicos,
percursos gerativos cósmicos,
Poesias com coisinhas.

Pisando no freio


Acelerando desenfreado pela cidade

(por chão, por terra, por ar, por onde, 
em qualquer percurso, 
a paixão pelo artifício se fizer necessidade)

E, de repente, uma paisagem, 
uma moça bonita, uma flor, 
o pássaro que canta toca uma música na cabeça,
a fauna e a flora.

O que é atual vira presente, 
e o presente uma dádiva.

E se esquece que a máquina range,
no sono da morte, 

e abre os olhos, ouvidos, buracos, 
para ouvir bem a vida,
o sonho da vida.

Caveira


Tradição e identidade, 
a Coroa e os piratas, 
o Estado e as putarias, 

as peles, as máscaras e as personagens, 

Castelo em chamas, 
teatro da vida performance, 
Ovo selvagem.

Ratoeira


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