18.8.11

Devaneios


Centrado em pensamentos silenciosos,
Saturno observa Clarividência, desejo do dia
que nasce noturno.  Como o sol despontando na lua,
a beleza que te transforma em paisagem.


16.8.11

Cangote


Não importa o perfume,
se orvalho da noite
ou cheiro de mar,
desde que seja tua pele.

O bêbado equilibrista



De pé em pé ondula no meio,
se equilibra, mas sem pressa.
A corda tensa em duas pontas,
a vida canta, o som manifesta.

9.8.11

Melancolia


A Terra explode, 
em cada folha que cai 
da imensa árvore, vida
 que nasce e morre.

5.8.11

Vênus e a cruz


O lado bom e o gosto ruim de um singelo gesto: 
festa ou armadilha, veneno ou remédio.
Do big bang ao cataclisma a vida e a morte,
o princípio e o fim, o desejo e o mistério.